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Sermões que alimentam

Foto: MKT CPB
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Escrito por A Redação

A essência e a prática da pregação transformadora

Milton Andrade

Apregação é mais do que um discurso; é um chamado à transformação. Seu propósito não é meramente informar, mas conduzir vidas à salvação. Ao combinar instrução técnica com profunda espiritualidade, o livro A Loucura da Pregação (CPB, 2026, 192 p.) apresenta-se como um guia prático e inspirador.

Escrita pelo pastor Alejandro Bullón, a obra aborda desde os aspectos técnicos da pregação – como a preparação de sermões, a realização de apelos, a comunicação que alcança o coração da audiência e a correta interpretação do texto bíblico – até a essência que sustenta toda mensagem: uma vida centralizada em Cristo.

Como o autor ressalta, pregar vai além de palavras bem escolhidas ou de argumentos persuasivos. Trata-se de viver aquilo que se anuncia. Sem uma rotina consistente de oração e uma comunhão genuína com Deus, o pregador não consegue cumprir sua missão com eficácia. A pregação não é entretenimento, mas uma tarefa sagrada que envolve decisões com implicações eternas.

Um dos pontos altos do texto é o apelo à simplicidade. O pregador deve ser claro e objetivo, evitando a superficialidade, mas também resistindo à tentação de complicar o evangelho com teorias abstratas. Jesus, o maior exemplo de pregador, é apresentado como Aquele que, com palavras simples e práticas, tocava corações endurecidos, oferecendo respostas às necessidades mais profundas do ser humano.

O centro da pregação é Cristo. Sermões sem Ele são comparados à oferta de Caim: vazios de virtude, por mais belos que pareçam. A verdadeira pregação transforma vidas porque exalta a Cristo, que é o centro das Escrituras. No entanto, o autor alerta que uma pregação cristocêntrica só pode nascer de uma vida igualmente cristocêntrica. Sem isso, o pregador corre o risco de se tornar uma figura eloquente, mas espiritualmente estéril.

Outro aspecto destacado é a responsabilidade de interpretar e comunicar a Palavra de Deus de maneira fiel e relevante. O texto precisa impactar o coração do pregador antes de alcançar a audiência. Afinal, como alguém pode transmitir emoção ou promover transformação se não as experimentou primeiro?

Por isso, este guia não ensina apenas algumas técnicas; ele inspira uma visão elevada do papel do pregador: a de um servo humilde, usado por Deus para tocar vidas e glorificar o nome de Cristo.

MILTON ANDRADE é editor da revista Ministério

(Resenha publicada na seção “Estante” da Revista Adventista de maio/2026)

Sobre o autor

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A Redação

Equipe da Revista Adventista

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