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O último sinal

Crédito: Adobe Stock
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Escrito por A Redação

Erton Köhler

A pergunta não mudou. Ela ecoa do Monte das Oliveiras até os nossos dias: Quando Cristo voltará? Como saberemos? Jesus respondeu a ambas as questões, mas não da maneira que muitos esperavam. Em vez de incentivar especulações, Ele direcionou a atenção de Seus discípulos para a missão.

Em Mateus 24, Cristo apresenta uma sequência de sinais: guerras, fomes, pestes e terremotos. “Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras […] mas ainda não é o fim” (Mateus 24:6). Embora essas realidades se intensifiquem e causem inquietação, elas não determinam o fim. De fato, “todas essas coisas são o princípio das dores” (v. 8). Em outras palavras, esses sinais descrevem a condição de um mundo afastado de Deus, não o calendário Dele.

Essa distinção é decisiva. Os sinais não são iniciativas do Céu, mas consequências do distanciamento da humanidade de seu Criador. O conflito se multiplica, o sofrimento se intensifica e a desordem se expande. Ainda assim, a mensagem de Jesus é clara: o inimigo pode sacudir o mundo, mas não define o tempo. Satanás não estabelece o fim da história; Deus o determina. O último capítulo não será encerrado pela destruição, mas pelo cumprimento do propósito de Cristo. É nesse contexto que surge a declaração decisiva: “E será pregado este evangelho do Reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim” (Mateus 24:14). Não são as guerras. Não são as crises. Não é o colapso da sociedade. O último sinal é a proclamação do evangelho.

Isso muda tudo. A resposta de Jesus não esclarece apenas o como e o quando, mas também quem. Quem levará esse testemunho ao mundo? Todos os cristãos são chamados a exaltar a Cristo. Contudo, a proclamação de Sua vinda iminente foi colocada no centro da identidade e da missão do movimento adventista. Nossos pioneiros foram moldados pelas Escrituras, provados pela decepção e reenviados à missão.

A igreja remanescente não foi levantada para interpretar manchetes, mas para preparar o mundo para o retorno de Jesus. As Escrituras descrevem esse povo como aqueles que “guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Apocalipse 12:17), aos quais foi confiada a proclamação do evangelho eterno a “cada nação, tribo, língua e povo” (Apocalipse 14:6).

Essa não é uma mensagem de medo, mas de urgência e graça. O Céu não se atrasa; aguarda com misericórdia. Como escreveu Ellen White, “preparar um povo para estar em pé no dia de Deus” é a missão confiada ao povo de Deus.*

Diante disso, para onde devemos dirigir nosso olhar? Para rumores, previsões e manchetes? Ou para o mapa ainda inacabado da missão e os milhões de pessoas que ainda não ouviram a mensagem do evangelho?

Como? Quando? Quem?

A resposta é clara. A missão define o momento. A mensagem define o movimento. E a igreja define o testemunho. Se esse é o último sinal, quem anunciará ao mundo que Cristo em breve voltará?

ERTON KÖHLER é presidente da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia

Referência

* Ellen G. White, O Grande Conflito (CPB, 2021), p. 265.

(Artigo publicado na seção “Perspectiva” da Revista Adventista de julho/2026)

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