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Vitaminas B

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Escrito por A Redação

Por que a deficiência delas provoca distúrbios cognitivos, fadiga, irritabilidade e falta de memória

Ivan Stabnov

Amemória e a concentração são habilidades essenciais para o aprendizado e o desempenho em diversas atividades. A pesquisa sobre a influência das vitaminas, especialmente as do complexo B, na saúde cognitiva ganhou destaque, apontando para potenciais benefícios no aprimoramento da memória e da concentração.

A memória é uma função cognitiva que permite o armazenamento e a recuperação de informações, sendo essencial para o aprendizado e a vida cotidiana. A concentração, por sua vez, refere-se à condição de focar a atenção em uma tarefa específica. Ambas as capacidades são interdependentes e essenciais em um mundo repleto de distrações.

As vitaminas do complexo B desempenham papel crucial na melhoria da memória e da concentração. Elas são fundamentais para o funcionamento do sistema nervoso e para a produção de energia nas células.

A Vitamina B1 (tiamina) é essencial para o metabolismo energético, pois ajuda a converter carboidratos em energia, crucial para as células nervosas.

A Vitamina B2 (riboflavina) contribui para a produção de energia nas células nervosas e é importante para a saúde geral do cérebro.

A vitamina B3 (niacina) é fundamental para a produção de energia e a manutenção do sistema nervoso, além de participar da síntese de neurotransmissores.

A vitamina B6 está envolvida em mais de 100 reações bioquímicas, sendo indispensável para a síntese de neurotransmissores que regulam o humor e a função cognitiva.

A vitamina B12 (cobalamina) também é fundamental para a produção de neurotransmissores e a saúde do sistema nervoso, constituindo a formação da mielina – camada protetora das fibras nervosas.

A falta de vitaminas do complexo B pode causar distúrbios cognitivos, fadiga e irritabilidade. A deficiência de B12, por exemplo, pode levar a problemas de memória.

É importante destacar que a quantidade necessária de vitaminas do complexo B varia conforme a idade, o sexo e o estado de saúde. A suplementação, sob supervisão, pode ser benéfica. No entanto, recomenda-se que ela ocorra preferencialmente com o estômago vazio.

Embora a suplementação seja geralmente segura, doses excessivas podem causar efeitos colaterais. Altas doses de B6, por exemplo, podem provocar neuropatia – doença que atinge o funcionamento dos nervos periféricos.

Uma alimentação rica em nutrientes, incluindo as vitaminas do complexo B, pode ajudar a proteger contra o declínio cognitivo. Aliás, dietas equilibradas, que incluem frutas, vegetais e proteínas magras, são fundamentais para a saúde do cérebro. Já o consumo excessivo de alimentos processados pode prejudicar a saúde mental, afetando a memória e a concentração.

Estudos realizados por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Harvard comprovaram que a memória e a concentração podem ser potencializadas pela suplementação com vitaminas do complexo B. Assim, a compreensão do papel dessas vitaminas na saúde cerebral, aliada à dieta balanceada, pode promover melhora significativa na função cognitiva.

LEMBRE-SE!
– A suplementação deve ser realizada com cautela e sob orientação profissional. A adoção de uma alimentação rica em nutrientes, a prática regular de atividades físicas e a gestão do estresse são fundamentais para a saúde do cérebro.
– Investir na saúde cognitiva é investir no futuro. Portanto, priorizar a alimentação saudável e considerar a suplementação adequada pode ser a chave para desbloquear todo o potencial da memória e da concentração, favorecendo o desempenho acadêmico e profissional.

IVAN STABNOV é médico gastroenterologista

(Artigo publicado na seção “Vida e Saúde” da Revista Adventista de maio/2026)

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Equipe da Revista Adventista

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