Após mais de um século de história, a Superbom inicia um novo ciclo com a reinauguração de sua unidade industrial em Lebon Régis (SC). Mais do que uma modernização das instalações, a mudança concentra a produção da empresa na fábrica catarinense, ampliando sua capacidade produtiva e preparando a marca para novas etapas de inovação e crescimento. Nesta entrevista, Joel Distler, presidente da Superbom, comenta os desafios dessa transição, os próximos passos da instituição e a forma como ela tem buscado conciliar expansão, inovação e fidelidade à missão de promover saúde e qualidade de vida.
Por que a Superbom decidiu concentrar sua produção em Lebon Régis? Quais fatores pesaram nessa decisão?
A decisão faz parte da estratégia de preparar a Superbom para os próximos anos. Centralizar a produção em Lebon Régis permite maior eficiência operacional, redução dos custos logísticos e operacionais, ampliação da capacidade produtiva e melhor integração dos processos. Além disso, a nova estrutura oferece as condições necessárias para que a empresa cresça com mais competitividade, qualidade e sustentabilidade.
Depois de mais de um século em São Paulo, quais foram os maiores desafios dessa transição para
Santa Catarina?
O maior desafio foi conduzir uma mudança dessa dimensão sem comprometer o abastecimento do mercado, a qualidade dos produtos e o relacionamento com nossos clientes. O processo também exigiu um planejamento cuidadoso para a transferência dos equipamentos, a contratação de mão de obra local, a capacitação das equipes e a adaptação dos processos, sempre com o objetivo de garantir uma transição segura, organizada e eficiente.
A centralização da produção cria condições para quais tipos de inovação que antes eram mais difíceis de implementar?
A nova unidade conta com instalações mais modernas e foi projetada para oferecer maior flexibilidade produtiva. Isso possibilita a incorporação de novas tecnologias, a automação de processos e o desenvolvimento mais ágil de produtos, especialmente de substitutos do café. Além disso, a estrutura favorece a melhoria contínua, o aumento da produtividade e a ampliação da capacidade de inovação.
O mercado de alimentos à base de plantas cresce rapidamente. Como a Superbom pretende se diferenciar em um segmento cada vez mais competitivo?
Nosso diferencial está na combinação entre tradição, inovação e propósito divino. Há mais de um século desenvolvemos alimentos alinhados a um estilo de vida saudável. Continuaremos investindo em qualidade, ingredientes selecionados, pesquisa e desenvolvimento para oferecer produtos que promovam saúde, sabor, nutrição e a confiança que os consumidores depositam na Superbom.
Qual será o próximo grande passo da empresa: novos produtos, novos mercados ou maior presença internacional?
Nosso objetivo é avançar de forma equilibrada em todas essas frentes. Pretendemos ampliar nosso portfólio com produtos inovadores, fortalecer nossa presença no mercado nacional e expandir gradualmente nossa atuação internacional. A nova estrutura industrial nos proporciona as condições necessárias para sustentar esse crescimento com eficiência e qualidade.
Hoje, quando tantas marcas adotam o discurso da alimentação saudável, o que continua tornando a Superbom uma empresa única?
A Superbom nasceu com o propósito de proclamar o evangelho por meio da promoção da alimentação saudável, muito antes de esse tema ganhar relevância no mercado. Ao longo de mais de um século, construiu uma identidade alicerçada na qualidade, em princípios cristãos, na inovação e no compromisso com a saúde e a qualidade de vida. Essa trajetória consolidou uma relação de confiança e credibilidade com os consumidores, orientada por um proposito maior que vai além dos resultados financeiros.
(Entrevista publicada na Revista Adventista de setembro/2026)


