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Mestrado em Comunicação

Crédito da foto: Paola Santos
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Escrito por A Redação

Coordenadora do novo programa de pós-graduação do Unasp destaca contribuições para a igreja

Márcio Tonetti

A primeira turma do Mestrado Profissional em Comunicação Social do Unasp iniciou suas atividades em março deste ano. Pioneiro no contexto acadêmico adventista sul-americano, o programa fomentará pesquisas aplicadas e propositivas, tendo em vista os desafios missiológicos e as necessidades da igreja na atualidade. A iniciativa marca um momento significativo na trajetória institucional, pois se trata do quarto programa stricto sensu do Unasp – ao lado dos mestrados em Promoção da Saúde, Educação e Teologia – e representa mais um passo concreto rumo à consolidação de seu status como universidade. Confira a entrevista com Lizbeth Kanyat, coordenadora do novo programa.

O que a implantação do Mestrado em Comunicação representa para a trajetória da instituição?

A iniciativa representa a consolidação de uma trajetória iniciada há 25 anos, com a graduação em Comunicação no campus Engenheiro Coelho. Essa jornada foi ampliada ao longo do tempo com novas habilitações, a abertura de cursos em outros campi e a oferta de educação a distância, além da criação, em 2025, de uma estrutura acadêmica própria na área: a Faculdade de Comunicação e Inovação. Na esteira desse desenvolvimento, o Mestrado em Comunicação é fruto do investimento contínuo do Unasp em programas de incentivo à formação docente e à pesquisa.

No contexto adventista sul-americano, já existem iniciativas semelhantes ou este é um projeto pioneiro?

Esse é, de fato, o primeiro programa adventista de pós-graduação stricto sensu em Comunicação no território da Divisão Sul-Americana. Tivemos uma grande procura no processo seletivo e preenchemos todas as vagas ofertadas com estudantes provenientes de várias regiões do Brasil, além de dois alunos estrangeiros.

Quais serão as linhas de pesquisa?

A linha “Tecnologia, Organizações e Inovação” foca na dimensão institucional e na gestão da comunicação eclesiástica. Investiga como a organização pode estruturar sua presença digital, gerenciar equipes e recursos e desenvolver estratégias integradas de comunicação em diferentes plataformas. Abrange ainda o estudo de processos de inovação organizacional, fluxos de trabalho, governança de conteúdo e modelos sustentáveis para ministérios digitais.

Por sua vez, a linha “Mídia, Cultura e Sociedade” dedica-se à dimensão simbólica, narrativa e relacional da comunicação da fé. Analisa como a mensagem religiosa é construída, circula e é recebida em diferentes mídias e suportes – da pregação tradicional aos podcasts, séries e redes sociais. Investiga também processos de midiatização da religião, construção de sentidos, representações da fé na cultura contemporânea e dinâmicas de pertencimento em comunidades on-line.

Quais resultados a consolidação do programa pode trazer para a igreja e para a formação de líderes em comunicação?

A consolidação do programa poderá gerar resultados estruturais e duradouros para a igreja, como:

1. A criação de um banco de talentos. Haverá formação contínua de profissionais preparados para ocupar posições-chave, reduzindo a dependência de consultorias externas e fortalecendo a identidade adventista na produção de conteúdo.

2. O estabelecimento de uma cultura de avaliação e melhoria contínua. As pesquisas desenvolvidas subsidiarão decisões baseadas em evidências, permitindo à igreja mensurar o impacto real de suas iniciativas para além de métricas superficiais (como curtidas e visualizações), com foco em engajamento significativo.

3. O fortalecimento da relação entre a academia e a igreja. A consolidação do programa institucionalizará um canal permanente de diálogo e colaboração, no qual as demandas práticas da igreja alimentarão a agenda de pesquisa, e os resultados acadêmicos retornarão na forma de soluções práticas.

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Equipe da Revista Adventista

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