Marcello Niek
O médico húngaro Ignaz Semmelweis (1818–1865) foi um dos pioneiros na promoção da lavagem das mãos como método de prevenção de infecções, especialmente em ambientes hospitalares. “A higiene é o primeiro passo na prevenção de doenças”, ele defendia. Na mesma época, John Snow (1813–1858), estudioso das doenças coletivas, afirmava categoricamente: “Prevenir a propagação de uma doença é tão importante quanto tratá-la.”
Existem diversas estratégias para prevenir doenças em crianças, e todas compartilham o mesmo princípio: evitar que a enfermidade se instale. Nesse processo, é fundamental ensinar, desde cedo e de maneira enfática, dois aspectos essenciais: a higiene e a redução da exposição a fatores de risco.
Quanto mais elas aprenderem a cultivar hábitos de higiene, evitando situações que favoreçam a propagação de doenças, menos adoecerão. Da mesma forma, quanto mais compreenderem que certas enfermidades podem ser transmitidas pelo contato e evitarem situações de exposição ao contágio, menores serão as chances de ficarem doentes.
As mãos são um importante veículo de transmissão de doenças e, por isso, devem ser sempre higienizadas. Igualmente, o contato direto e sem proteção com pessoas doentes consiste em uma via de contágio. A tabela ao lado apresenta cinco práticas importantes para a prevenção de doenças transmissíveis.

MARCELLO NIEK é médico especialista em Medicina Preventiva
(Artigo publicado na seção “Vida e Saúde” da Revista Adventista de julho/2026)


