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Escrito por A Redação

Os efeitos do alto nível de estresse

Débora Borges

Onormal é que a produção hormonal comece a diminuir próximo da menopausa. No entanto, esse processo tem ocorrido cada vez mais cedo, inclusive em mulheres jovens, muitas vezes associado aos altos níveis de estresse. Os sintomas podem ser percebidos na aparência, como acúmulo de gordura, flacidez da pele, celulite, queda de cabelo e aumento de pelos. Além disso, também são comuns irritação constante, cansaço e indisposição.

Nesse caso, recorrer apenas a tratamentos estéticos tende a não ser tão eficaz. É preciso tratar a causa do problema, e não apenas aquilo que se manifesta na aparência.

A médica Cláudia Araújo, ginecologista do Centro Médico de Vida Saudável (Cevisa), explica que viver em estresse constante faz com que a glândula adrenal produza mais cortisol, hormônio responsável por manter o organismo em estado de alerta e prepará-lo para reagir diante de situações de ameaça.

Segundo ela, o cortisol e a progesterona utilizam a mesma “matéria-prima” para serem produzidos. Consequentemente, quando os níveis de cortisol permanecem muitos elevados, a progesterona tende a diminuir. A médica destaca que é necessário haver equilíbrio entre os dois hormônios, já que o cortisol também é importante para a manutenção da vitalidade.

Por outro lado, a falta de progesterona pode desequilibrar a produção de outros hormônios e gerar irregularidades no ciclo menstrual, além de favorecer o surgimento de patologias ginecológicas comuns, como a síndrome do ovário policístico. Sua deficiência também prejudica a produção de colágeno, essencial para manter a firmeza e a jovialidade dos tecidos, e interfere nos níveis de melatonina, comprometendo a qualidade do sono. Pequenos desequilíbrios podem desencadear um efeito em cascata. Para compensar a falta de um hormônio, todo o metabolismo pode acabar sendo alterado.

Muitos tratamentos estéticos são realizados na tentativa de corrigir os efeitos prejudiciais da baixa produção hormonal, enquanto o estresse continua causando danos ao organismo. Cláudia Araújo aconselha a realização de exames para avaliar os níveis hormonais e identificar a origem do problema. “Procurar ajuda médica especializada é essencial para promover a correção metabólica”, a médica explica.

Há situações na vida em que o estresse é inevitável. No entanto, muitas vezes, mudanças no estilo de vida podem ajudar a estabilizar os níveis de cortisol, proporcionando mais tranquilidade, saúde e bem-estar.

SAIBA +

Algumas dicas, embora pareçam simples, comprovadamente ajudam a diminuir os níveis de estresse:

● Reserve um horário para comer tranquilamente, sem tratar de negócios ou acompanhar notícias estressantes.

● Priorize diariamente um momento de relaxamento e reflexão.

● Separe um dia da semana para descansar e desfrutar atividades prazerosas com a família.

● Considere fazer terapia para aliviar tensões e organizar as ideias.

● Mantenha um sono adequado, de até 8 horas
por noite.

● Faça consultas regulares ao médico e monitore seus hormônios periodicamente.

● Pratique exercícios físicos, respire ar puro, hidrate-se adequadamente e mantenha uma alimentação saudável.

DÉBORA BORGES é pós-graduada em Aconselhamento Familiar

(Artigo publicado na seção “Vida e Saúde” da Revista Adventista de junho/2026)

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Equipe da Revista Adventista

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