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Verbo encarnado

Crédito da imagem: Adobe Stock
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Escrito por Stanley Arco

O elo vivo entre a fragilidade humana e a glória de Deus.

Stanley Arco

As Escrituras afirmam que, por intermédio de Jesus, todas as coisas foram criadas, o caráter de Deus foi revelado e a salvação da humanidade foi consumada. Embora seja eternamente Deus, o Filho também Se tornou verdadeiramente homem. Foi concebido pelo Espírito Santo e nasceu da virgem Maria. Viveu e enfrentou a tentação como ser humano, mas exemplificou perfeitamente a justiça e o amor de Deus. Por meio de Seus milagres, manifestou o poder divino, os quais testemunharam que Ele era o Messias prometido. Morreu voluntariamente na cruz por nossos pecados e em nosso lugar; ressuscitou dentre os mortos e ascendeu para ministrar no santuário celestial em nosso favor. Em breve, Ele voltará para restaurar todas as coisas.

Cristo é verdadeiramente Deus: onipotente (Mateus 28:18), onisciente (Colossenses 2:3), imutável (Hebreus 13:8) e autoexistente (João 5:26). Embora seja onipresente, Ele voluntariamente limitou a manifestação desse atributo ao encarnar, atuando por intermédio do Espírito Santo (João 14:16-18). Ele é o Criador e Sustentador de todas as coisas (João 1:3; Colossenses 1:17), tem autoridade para perdoar pecados (Marcos 2:5-7) e julgar o mundo (Mateus 25:31, 32). Tanto os discípulos quanto os demônios reconheceram Sua divindade (João 20:28; Mateus 8:29).

A encarnação de Cristo é o “mistério da piedade” (1 Timóteo 3:16), no qual o Criador Se revestiu de humanidade. Ele é chamado Emanuel, “Deus conosco” (Mateus 1:23), e “Eu Sou” (João 8:58). Nasceu de mulher (Gálatas 4:4) e esteve sujeito às leis do crescimento humano (Lucas 2:52). Pertencia à linhagem de Davi (Romanos 1:3), embora tenha sido concebido pelo Espírito Santo (Lucas 1:35). Experimentou fome, sede, cansaço, tristeza e agonia (João 19:28; Mateus 26:38; Lucas 22:44).

Jesus tornou-Se Filho do Homem “em semelhança de carne pecaminosa” (Romanos 8:3); ou seja, foi afetado pelas fraquezas físicas da humanidade, mas não teve qualquer mancha moral (1 Pedro 2:22). O apóstolo Paulo escreveu: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-Se das nossas fraquezas; pelo contrário, Ele foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hb 4:15).

De fato, nosso Salvador é uma única pessoa, na qual se unem a divindade e a humanidade. A iniciativa foi divina: o Filho de Deus assumiu a humanidade, não foi um homem que alcançou a divindade (Filipenses 2:6, 7). Ele é o Mediador misericordioso, que simpatiza com nossas fraquezas (Hebreus 2:17, 18). Sua vitória sobre o pecado assegura nossa vitória (Apocalipse 3:21).

Imagine uma ponte destruída que nos deixa presos em uma margem, separados para sempre de um paraíso inalcançável. Em vez de exigir que a reconstruíssemos, o Criador e Sustentador das galáxias, igual ao Pai em dignidade e divindade, condescendeu em revestir-Se de nossa humanidade, tornando-Se Ele mesmo essa ponte. Jesus tocou o fundo de nossa condição mais frágil para poder nos elevar ao Céu.

“Cristo é a escada que Jacó viu, tendo a base na Terra e o topo chegando à porta do Céu, ao próprio limiar da glória. Se aquela escada tivesse deixado de chegar à Terra, por um único degrau que fosse, estaríamos perdidos. Porém Cristo nos alcança onde estamos. Assumiu nossa natureza e venceu, para que, revestindo-nos de Sua natureza, pudéssemos vencer.”*

Diante disso, somos chamados a agradecer-Lhe, seguir Seu exemplo, viver em dependência Dele e fazer Sua vontade, confiando que, pela Sua graça, também somos mais que vencedores.

STANLEY ARCO é presidente da Igreja Adventista para a América do Sul

(Artigo publicado na seção “Bússola” da Revista Adventista de abril/2026)

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Stanley Arco

Presidente da Igreja Adventista para a América do Sul

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