Destaques Estante

A vida que mudou tudo

Avatar photo
Escrito por A Redação

Unindo rigor acadêmico e devoção, nova obra conta a história de Jesus

Gabriel Galvani

“Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho” (Gálatas 4:4, ARA). Com essas palavras, Paulo descreveu o nascimento de Jesus à comunidade cristã da Galácia. Embora breve, essa declaração possui um significado profundo, lançando luz sobre aspectos essenciais ligados ao primeiro advento de Cristo.

Primeiramente, o apóstolo ressaltou o caráter profético do nascimento do Messias. O termo “plenitude” traduz o vocábulo grego plērōma, que significa, entre outras coisas, “cumprimento” e “aquilo que preenche ou completa”. Jesus nasceu no momento exato apontado pelas profecias. Sua chegada atendeu às expectativas nutridas pelo povo de Deus desde o Éden, quando ao primeiro casal foi anunciado que o Descendente da mulher esmagaria a cabeça da serpente (Gênesis 3:15). Como o Ungido, Ele veio para “selar a profecia” e “expiar a iniquidade” (Daniel 9:24), trazendo grande luz ao “povo que andava em trevas” e vivia “na região da sombra da morte” (Isaías 9:2).

O mundo que recebeu o Salvador havia passado por inúmeras transformações desde o primeiro anúncio de Sua chegada. O pecado há muito revelava de forma sórdida sua malignidade. A humanidade cambaleava sob o peso da ausência de sentido e do desespero e “parecia estar rapidamente atingindo seu ponto mais degradante”.* O fluxo e o refluxo das nações deixaram um rastro de destruição, sufocando a esperança que os gentios tentavam, em vão, encontrar em sistemas religiosos pagãos ou em doutrinas filosóficas. Entre o povo escolhido, o brilho da verdade oscilava em razão do formalismo religioso e de expectativas políticas equivocadas. Tudo apontava para a necessidade de uma intervenção divina na história.

Jesus nasceu para frear essa trajetória descendente e iniciar o processo redentivo que tornará pleno este mundo e seus habitantes. Seu aparecimento marcou um ponto de inflexão na história: uniu passado e futuro, descortinando mais uma vez a eternidade aos olhos humanos.

Em Jesus de Nazaré (CPB, 2026, 336 p.), William G. Johnsson narra o ministério terreno Daquele que literalmente dividiu a história. Para isso, o autor reuniu e sistematizou os relatos dos quatro evangelistas com o propósito de criar um retrato vívido da pessoa de Jesus. Além disso, agregou informações acumuladas durante décadas de estudo devocional e pesquisa acadêmica, permitindo ao leitor familiarizar-se também com o contexto social e cultural da época em que Cristo viveu. O livro contém 31 capítulos, distribuídos em três partes que tratam, respectivamente, da vida, da mensagem e da paixão de Cristo. Ao longo das mais de 300 páginas dessa obra, emerge o retrato de um Jesus dinâmico, às vezes desafiador, mas sempre amoroso e fascinante.

Johnsson reconhece que “Jesus é maior do que qualquer livro sobre Ele” (p. 8). Por esse motivo, ao escrever Jesus de Nazaré, não buscou simplesmente produzir mais uma obra fundamentada em pesquisa acadêmica. Seu principal objetivo foi, na verdade, expressar o que estava em seu coração.

GABRIEL GALVANI é editor de livros na CPB

Referência

* Ellen G. White, Educação (CPB, 2021), p. 51.

Sobre o autor

Avatar photo

A Redação

Equipe da Revista Adventista

Deixe um comentário